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a caixa de luz deitada e o seu umbigo a espera do batom - fao/08
Pequena carta ao despropósito
Botucatu e os gárgulas lá no ar frio
essas letras negras sobre o papel pálido
de pão
só foi migalha, gralhas
de van Gogh
E todo azul, púrpura e oceânico bolorento do céu naquela esquina
cheia de um quebranto
sem luz
que me jogou longe
mas dentro do espírito a face infinda
o que lustrou seus olhos
Satie trama pequenos ungüentos
No vento mais rápido de agosto
na distancia de um hálito
os dedos longos feito um rio
encosto minha barba ao despropósito
suspensão da mão
em par
fao/08
posted by FAO CARREIRA 11:29 PM
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