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Brodowski - fao/08
BOTAS GASTAS
Brodowski
Uma árvore no frio
Quina
de cama, Portinari não riria da minha cara
dos dedos longos do cabelo
- nem do meu tosco desenho que risco e não se encerra
sobre a cera do mundo
- Sou um moço triste
Quina de quarto no canto floresce branca
Águeda presente, foi Pedro quem velou suas dores noites
Dobradura no tempo, luz que anda
Tia avó e sem abraços dissolutos
Sem fé eu, apenas as botas
seja essa a minha, ser de encontro seu
resposta
- te peço a mão
e é só você estalar os olhos
- fogo de algum doce despido
a propósito e a fieldade
tiro minhas botas
gastas
em exílio
fao/08
posted by FAO CARREIRA 10:48 PM
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eterno - fao/08
Segundos
Eu ando com uma âncora
no meu pé direito
e o céu me descasca
E meu lírico
é uma afta na lapela, um ardil
entenda, meu amor – em chamas
Aborrecida ignata véspera
néspera é sua tez
efêmera e movediça as manhãs
e suas gentilezas
apartem
o que bebi da boca e saliva
e das lubrificações tantas seus cristais
encostei minha alma em ti - vezes revezes
pra mastigada dos dias em face
como um cavalo tropeçado sobre mesas plásticas
depois
em saber que a tarde parada é uma prece
e a noite um fermento em respeito a nada
sendo que frágil é
seguimos
segundos
fao/08
posted by FAO CARREIRA 11:25 AM
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