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Sexta-feira, Maio 23, 2008

 

Brodowski - fao/08




BOTAS GASTAS


Brodowski
Uma árvore no frio

Quina
de cama, Portinari não riria da minha cara
dos dedos longos do cabelo

- nem do meu tosco desenho que risco e não se encerra
sobre a cera do mundo

- Sou um moço triste

Quina de quarto no canto floresce branca
Águeda presente, foi Pedro quem velou suas dores noites

Dobradura no tempo, luz que anda
Tia avó e sem abraços dissolutos

Sem fé eu, apenas as botas
seja essa a minha, ser de encontro seu
resposta

- te peço a mão

e é só você estalar os olhos
- fogo de algum doce despido

a propósito e a fieldade
tiro minhas botas
gastas

em exílio



fao/08




posted by FAO CARREIRA 10:48 PM

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Terça-feira, Maio 13, 2008

 

eterno - fao/08




Segundos



Eu ando com uma âncora
no meu pé direito

e o céu me descasca

E meu lírico
é uma afta na lapela, um ardil

entenda, meu amor – em chamas

Aborrecida ignata véspera
néspera é sua tez

efêmera e movediça as manhãs
e suas gentilezas
apartem
o que bebi da boca e saliva
e das lubrificações tantas seus cristais

encostei minha alma em ti - vezes revezes

pra mastigada dos dias em face
como um cavalo tropeçado sobre mesas plásticas

depois

em saber que a tarde parada é uma prece
e a noite um fermento em respeito a nada

sendo que frágil é

seguimos

segundos


fao/08


posted by FAO CARREIRA 11:25 AM

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