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fao/08
LEVE
Dentro do espírito a carne da hortelã
O homem bomba rasgando o véu do dia frio
Outubro um trovão
Inda tem o laço parco da vestimenta que violenta leve
sua boca moça
Acidez da seda, algodão dos dias, palavra decisa
o que aproxima
pescoço quase gesso e o brilho dos pares envoltos pendurados retornos
níquel Del mar
revelam
carpintaria de dedos unhas remendos florizinhas a toas
independentes
aceitam me
castanho seu olhar cor do chá
que tranqüilizou o sono da filha
semente de alpiste
as cabeças a nanquim, rímel
minotauro preso no quadro
sem artifícios corantes meandros interesses
colhi
da fresta
até o último fino fio de cabelo do sol
qualquer pé de vento ventania
cor de feira
flor de orelha
milagre é abrir os olhos
fao/08
posted by FAO CARREIRA 7:28 PM
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