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a cama de Romeu e Julieta
Bispo do Rosário
OLHAR SEM NOITE
A tarde
No rádio Lô Borges sem cobertor e um bem-te-vi encara
E não me prova as azas
E a garota passa a mão na bunda do moço, abraçados são dois namorados
A terra inda molhada, a chuva de ontem – trouxe um pouco de você
Há beleza em todo erro
e desvio
mesmo no nunca
- coloca a saia que até ontem inda era flor, do algodão.
Distraída ao meu amor.
Tímida na vigília
Contraída a sua bonita e simples preguiça ao redor
de me ver
- o que exala de um céu, de um chão.
Como se fosse auxilio, baseado na estimativa de ser sempre e
a infinito
a indiferença e a atenção
Até os segundos desse tempo, ao desapego dessa luz
cobrir com problemas um sol
mesmo que fosse tão natural
a queda livre do que nubla e oscila em sal
um pano de prato
uma paz aquecida
ou um simples beijo no rosto
vá lá que há rasura
medida ínfima da distancia reaquecida
ou que há
olhar novo
um jeito assim sem ser deposto
no que vivencia a tarde
a manhã, o gesto
todo
fao/07
posted by FAO CARREIRA 9:26 PM
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fragmento - fao/07
VOZ VERTICAL
e
o edredon da cama floresce
nem que seja pra brigar
e murcha e floresce e goza
abriga
meu café da manhã
pêra e conhaque
ainda que
beijo sem gloss e sinto seus dedos
e sou feliz
espirito sereno e ligeiro
o dia inteiro
fao/07
posted by FAO CARREIRA 8:47 PM
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auto-retrato - fao/07
Olor - título provisório
Garrei a gripe dos seus olhos
Que se pintaram vindo de outros tempos
Pra conquistar
Depois lavá-los e filtrar
Qualquer castanho sem oração
o ouro dos gestos
e passear no etéreo
Alguém que lambe os seus rosas cor de rosas claras
e lábios com a febre dos desesperados
agora
atrás das tintas da parede
eu vi
fao/07
posted by FAO CARREIRA 12:42 PM
escrever é apagar a última brasa
a bituca, o que seja
o nada
fao/07
posted by FAO CARREIRA 1:16 AM
EM MANUTENÇÃO ESPIRITUAL
posted by FAO CARREIRA 10:15 AM