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fluxo - fao/08
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posted by FAO CARREIRA 1:50 PM
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Brodowski - fao/08
BOTAS GASTAS
Brodowski
Uma árvore no frio
Quina
de cama, Portinari não riria da minha cara
dos dedos longos do cabelo
- nem do meu tosco desenho que risco e não se encerra
sobre a cera do mundo
- Sou um moço triste
Quina de quarto no canto floresce branca
Águeda presente, foi Pedro quem velou suas dores noites
Dobradura no tempo, luz que anda
Tia avó e sem abraços dissolutos
Sem fé eu, apenas as botas
seja essa a minha, ser de encontro seu
resposta
- te peço a mão
e é só você estalar os olhos
- fogo de algum doce despido
a propósito e a fieldade
tiro minhas botas
gastas
em exílio
fao/08
posted by FAO CARREIRA 10:48 PM
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eterno - fao/08
Segundos
Eu ando com uma âncora
no meu pé direito
e o céu me descasca
E meu lírico
é uma afta na lapela, um ardil
entenda, meu amor – em chamas
Aborrecida ignata véspera
néspera é sua tez
efêmera e movediça as manhãs
e suas gentilezas
apartem
o que bebi da boca e saliva
e das lubrificações tantas seus cristais
encostei minha alma em ti - vezes revezes
pra mastigada dos dias em face
como um cavalo tropeçado sobre mesas plásticas
depois
em saber que a tarde parada é uma prece
e a noite um fermento em respeito a nada
sendo que frágil é
seguimos
segundos
fao/08
posted by FAO CARREIRA 11:25 AM
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fao/08
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posted by FAO CARREIRA 8:42 PM
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fao/08
VINCO
Ah, Clarinha
egoísta
caga nas calças o adubo secreto
então cada um com sua miséria e seu potinho de moedas de ouro
e eu que só quero ver o céu com nuvenzinhas de tergal
O cigarro amassado sempre
um charme que só funciona nos anos vinte e tanto e
pronto
Quem sabe eu tatuo uma afta no braço
mastigue um maço
eu quero é apodrecer longe
feito
uma pétala azul clarinha
- ele disse
sublime é uma
mancha de vinho é outra
- alguem disse
mulheres de verdade lanham com as unhas
sem medo
cruzados os dedos
esboço um bocejo
fao/08
posted by FAO CARREIRA 2:17 AM
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fao/08
LEVE
Dentro do espírito a carne da hortelã
O homem bomba rasgando o véu do dia frio
Outubro um trovão
Inda tem o laço parco da vestimenta que violenta leve
sua boca moça
Acidez da seda, algodão dos dias, palavra decisa
o que aproxima
pescoço quase gesso e o brilho dos pares envoltos pendurados retornos
níquel Del mar
revelam
carpintaria de dedos unhas remendos florizinhas a toas
independentes
aceitam me
castanho seu olhar cor do chá
que tranqüilizou o sono da filha
semente de alpiste
as cabeças a nanquim, rímel
minotauro preso no quadro
sem artifícios corantes meandros interesses
colhi
da fresta
até o último fino fio de cabelo do sol
qualquer pé de vento ventania
cor de feira
flor de orelha
milagre é abrir os olhos
fao/08
posted by FAO CARREIRA 7:28 PM
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da nuvem - fao/07
BOM DIA, fiz.
Aliciando
no pais das maravilhas
alice dos ruidos
vibrar é o contorno qualquer
Lince de giz
um sempre sonho que sempre
queimei o jardim japonês com
brasas das bitucas
em pequenos pedaços barrocos serenos
vasa azul
vaso de flor
De novo
na ferrugem da lata
o papel de pão laranja e verde do Hare
ilustra
fao/08
posted by FAO CARREIRA 7:05 PM
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do sereno do desejo - fao/07
Quarto de dormir
Castanhos
amarelos
folhas
vermelhos
fios
sentimentos
Nada avesso
nada no avesso
sem guilhotina
retribui em porcelana
o que era caco
queimado todo silêncio
recomeço o dia
e se um anjinho do tamanho de um dedo
bisbilhotar seu olhar
prende ele no cabelo
ele vai gostar
pode ser espelho
água de chuva
inverno, reverso do medo
tinge ele no segredo
você pode adorar
fao/07
posted by FAO CARREIRA 9:13 PM
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gasto - fao/07
Completas
Lavadas as mãos
vasculhando águas
guardo o cilio encanto no peito enquanto
meu bolso agora é o fundo, dobra de mar
e
fico procurando moedinhas, prata
douradas
usadas
Se eu gosto do amargo ou do doce
tantos telhados não são doces
vai
riso aflora em qualquer margem rouca
Ruido de flecha
Sibilo de louça
Asa de xícara
Lingua de moça
Nada rubro dessa sua ferida vai brotar
Quente é seu sexo
Elis, flor carnivora
Espanta um abismo e
Retorna envolta do indeciso
Um desvio e uma ternura, avulsas
ou o melhor das nossas fugas
Completas
fao/07
posted by FAO CARREIRA 12:14 AM
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Foto de satélite, da caixinha de fósforos, onde se ve o oceano e nuvens.
fao/07
UM SEGUNDO FÓSFORO ( um experimento )
segunda
engula a inteira moça faz de conta que há em mim tambem tais espelhos
se trincar algum jato no espaço
um laço de corda apertar
uma folha prata de bombom estilar sorriso
deixa moça estar e abre o jogo as pernas equilibra as sombras sobre
os tacos do chão do quarto pisos azulejos esses seus lindos olhos moça castanhos,
a quarta paisagem sugerida, suja de mostarda a fronha limpa limpa essa boca na minha
pra fazer suburbio em flor imaginaria e ardida
o que brilha até o pescoço e saliva
as quintas moça pássaros cor cerveja e microfonias a pilha e
resto de barro bar nesse seu tênis branco que eleva estrelas em par para tudo iluminar iluminar
cesta sem feira sem fruta vermelha sem caldo sem enlace de abraço de tia
revista as árvores sem luas geladas quebrando vidraças incluidas nessa nossa musica
e
a rua aberta interessa se
sabe moça é só mais um dia de dar direito as mãos entrelaçadas nesse fuso
esquece o isopor das horas passa o creme nas cochas pra hidratar nosso amor
no mormaço do depois do café com leite suspensos são todos beijos dentes nos dentes
avontade as gotas brancas sobre os pelos negros
domina luz sem olhos das tardes que vagam sem precisar trilhar nenhum
passo poços poças encruzilhadas onde a de se esperar
risca os fósforos novos a iluminar iluminar qualquer nosso novo lugar
se há
fao/07
posted by FAO CARREIRA 12:51 PM
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arabescos - fao/07 -
pra Dri, com amor
ARABESCOS
Pensamentos
Procurando mensagem no fundo do copo plástico de café, bobeira
minha, café cuado não deixa respostas, mensagens
segredos , ensejos de pó molhado, letra barro ao fundo...
espera
sim
existe uma pinta ali que escapou
sabe se lá como do filtro
uma pinta negra terra é a pinta do
desenho que voce mais gostou, que se soltou
do centro do seu pé direito...
da mulher que espera, sempre espera.
e
é porque ela tá se desprendendo
e
eu pensei em voce com amor
o dia
Inteiro
Fao/07
posted by FAO CARREIRA 11:43 PM
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o cometa e o lírio - fao/07
INTACTAS
E uma sarda aqui outra ali
Desisti do ressentimento e da pena, amiúde
O lírio do útero
exasperado
Cavoca o ar princesa russa
Abre a sereia ao meio onde a
Penugem principia
O umbigo
Ziper
E exalta exala
Quaisquer desses macios lábios
O rabo do cometa é gelo
Filha
A inveja é um vampiro com fome
Filtros
São valores
As febres
insuspeitas
e uma sarda ali outra aqui
intactas
Fao/07
posted by FAO CARREIRA 12:10 AM
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ela espera, sempre - fao/07
LONGA METRAGEM
Balzac e a mulher de trinta nos baixos
mira minha cama
de solteiro
e uma ressaca sem inferno
Alheia
sua passagem
de maneira cosmética
e sorrisos sem nenhum dos lívidos da estiagem
levemente rosada quisera
Mas as árvores estão todas maduras, musgo
contrastes negros
e seus olhinhos na mesma
mesmice
( revirando arbustos trotando minha posição )
Querela, termo da estação
e um beijo escapou escorregou pra camiseta
e respeito tudo
do fiapo de grama
a mãe suicida e egoísta
mas hoje as pessoas lindas apareceram depois das 3:00
e a solidão triste agora é um doce embrulhado pelo perdão
- nome muito comprido pra um motel
( os anjos esquálidos voam motos )
setas cegas
nuvem inflada
decanta
esvai
fao/07
posted by FAO CARREIRA 6:13 PM
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AS VENTOSAS MENINAS E O PEIXE
Uma de cada lado da cabeça
fala fala
menina sem alças
fala
que raspa o ar sem valsa
alguma
e do sanguinho encolhido no topo do dedo
vampiriza
dedo na boquinha
o pescado, a feira multi forme
clorofila do ar
sina e cinza lâmpada
amarelecida
rabo espalhado salgado do mar
dedinho na botina
arruma as meias e se safa
fao/07
posted by FAO CARREIRA 7:21 PM
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a cama de Romeu e Julieta
Bispo do Rosário
OLHAR SEM NOITE
A tarde
No rádio Lô Borges sem cobertor e um bem-te-vi encara
E não me prova as azas
E a garota passa a mão na bunda do moço, abraçados são dois namorados
A terra inda molhada, a chuva de ontem – trouxe um pouco de você
Há beleza em todo erro
e desvio
mesmo no nunca
- coloca a saia que até ontem inda era flor, do algodão.
Distraída ao meu amor.
Tímida na vigília
Contraída a sua bonita e simples preguiça ao redor
de me ver
- o que exala de um céu, de um chão.
Como se fosse auxilio, baseado na estimativa de ser sempre e
a infinito
a indiferença e a atenção
Até os segundos desse tempo, ao desapego dessa luz
cobrir com problemas um sol
mesmo que fosse tão natural
a queda livre do que nubla e oscila em sal
um pano de prato
uma paz aquecida
ou um simples beijo no rosto
vá lá que há rasura
medida ínfima da distancia reaquecida
ou que há
olhar novo
um jeito assim sem ser deposto
no que vivencia a tarde
a manhã, o gesto
todo
fao/07
posted by FAO CARREIRA 9:26 PM
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fragmento - fao/07
VOZ VERTICAL
e
o edredon da cama floresce
nem que seja pra brigar
e murcha e floresce e goza
abriga
meu café da manhã
pêra e conhaque
ainda que
beijo sem gloss e sinto seus dedos
e sou feliz
espirito sereno e ligeiro
o dia inteiro
fao/07
posted by FAO CARREIRA 8:47 PM
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auto-retrato - fao/07
Olor - título provisório
Garrei a gripe dos seus olhos
Que se pintaram vindo de outros tempos
Pra conquistar
Depois lavá-los e filtrar
Qualquer castanho sem oração
o ouro dos gestos
e passear no etéreo
Alguém que lambe os seus rosas cor de rosas claras
e lábios com a febre dos desesperados
agora
atrás das tintas da parede
eu vi
fao/07
posted by FAO CARREIRA 12:42 PM
escrever é apagar a última brasa
a bituca, o que seja
o nada
fao/07
posted by FAO CARREIRA 1:16 AM
EM MANUTENÇÃO ESPIRITUAL
posted by FAO CARREIRA 10:15 AM
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