fao - cartas

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Sexta-feira, Junho 20, 2008

 

fluxo - fao/08








posted by FAO CARREIRA 1:50 PM

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Sexta-feira, Maio 23, 2008

 

Brodowski - fao/08




BOTAS GASTAS


Brodowski
Uma árvore no frio

Quina
de cama, Portinari não riria da minha cara
dos dedos longos do cabelo

- nem do meu tosco desenho que risco e não se encerra
sobre a cera do mundo

- Sou um moço triste

Quina de quarto no canto floresce branca
Águeda presente, foi Pedro quem velou suas dores noites

Dobradura no tempo, luz que anda
Tia avó e sem abraços dissolutos

Sem fé eu, apenas as botas
seja essa a minha, ser de encontro seu
resposta

- te peço a mão

e é só você estalar os olhos
- fogo de algum doce despido

a propósito e a fieldade
tiro minhas botas
gastas

em exílio



fao/08




posted by FAO CARREIRA 10:48 PM

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Terça-feira, Maio 13, 2008

 

eterno - fao/08




Segundos



Eu ando com uma âncora
no meu pé direito

e o céu me descasca

E meu lírico
é uma afta na lapela, um ardil

entenda, meu amor – em chamas

Aborrecida ignata véspera
néspera é sua tez

efêmera e movediça as manhãs
e suas gentilezas
apartem
o que bebi da boca e saliva
e das lubrificações tantas seus cristais

encostei minha alma em ti - vezes revezes

pra mastigada dos dias em face
como um cavalo tropeçado sobre mesas plásticas

depois

em saber que a tarde parada é uma prece
e a noite um fermento em respeito a nada

sendo que frágil é

seguimos

segundos


fao/08


posted by FAO CARREIRA 11:25 AM

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Sábado, Abril 12, 2008

 


fao/08







posted by FAO CARREIRA 8:42 PM

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Domingo, Março 30, 2008

 

fao/08




VINCO


Ah, Clarinha
egoísta

caga nas calças o adubo secreto

então cada um com sua miséria e seu potinho de moedas de ouro

e eu que só quero ver o céu com nuvenzinhas de tergal


O cigarro amassado sempre
um charme que só funciona nos anos vinte e tanto e
pronto

Quem sabe eu tatuo uma afta no braço
mastigue um maço

eu quero é apodrecer longe
feito
uma pétala azul clarinha
- ele disse

sublime é uma

mancha de vinho é outra
- alguem disse

mulheres de verdade lanham com as unhas
sem medo

cruzados os dedos

esboço um bocejo



fao/08






posted by FAO CARREIRA 2:17 AM

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Sábado, Fevereiro 23, 2008

 

fao/08




LEVE


Dentro do espírito a carne da hortelã
O homem bomba rasgando o véu do dia frio

Outubro um trovão

Inda tem o laço parco da vestimenta que violenta leve
sua boca moça
Acidez da seda, algodão dos dias, palavra decisa
o que aproxima

pescoço quase gesso e o brilho dos pares envoltos pendurados retornos
níquel Del mar
revelam

carpintaria de dedos unhas remendos florizinhas a toas
independentes
aceitam me

castanho seu olhar cor do chá
que tranqüilizou o sono da filha

semente de alpiste
as cabeças a nanquim, rímel
minotauro preso no quadro

sem artifícios corantes meandros interesses
colhi

da fresta
até o último fino fio de cabelo do sol

qualquer pé de vento ventania

cor de feira
flor de orelha

milagre é abrir os olhos



fao/08





posted by FAO CARREIRA 7:28 PM

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Sexta-feira, Janeiro 11, 2008

 

da nuvem - fao/07



BOM DIA, fiz.


Aliciando

no pais das maravilhas
alice dos ruidos

vibrar é o contorno qualquer

Lince de giz
um sempre sonho que sempre


queimei o jardim japonês com
brasas das bitucas

em pequenos pedaços barrocos serenos
vasa azul

vaso de flor

De novo
na ferrugem da lata

o papel de pão laranja e verde do Hare

ilustra



fao/08



posted by FAO CARREIRA 7:05 PM

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Segunda-feira, Dezembro 10, 2007

 

do sereno do desejo - fao/07



Quarto de dormir


Castanhos
amarelos
folhas
vermelhos
fios
sentimentos

Nada avesso
nada no avesso

sem guilhotina

retribui em porcelana
o que era caco

queimado todo silêncio
recomeço o dia

e se um anjinho do tamanho de um dedo
bisbilhotar seu olhar
prende ele no cabelo
ele vai gostar

pode ser espelho
água de chuva
inverno, reverso do medo

tinge ele no segredo
você pode adorar


fao/07



posted by FAO CARREIRA 9:13 PM

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Sexta-feira, Dezembro 07, 2007

 

gasto - fao/07



Completas


Lavadas as mãos
vasculhando águas
guardo o cilio encanto no peito enquanto

meu bolso agora é o fundo, dobra de mar
e
fico procurando moedinhas, prata
douradas
usadas

Se eu gosto do amargo ou do doce
tantos telhados não são doces
vai
riso aflora em qualquer margem rouca

Ruido de flecha
Sibilo de louça
Asa de xícara
Lingua de moça

Nada rubro dessa sua ferida vai brotar

Quente é seu sexo

Elis, flor carnivora

Espanta um abismo e
Retorna envolta do indeciso

Um desvio e uma ternura, avulsas
ou o melhor das nossas fugas

Completas


fao/07



posted by FAO CARREIRA 12:14 AM

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Sábado, Novembro 17, 2007

 

Foto de satélite, da caixinha de fósforos, onde se ve o oceano e nuvens.
fao/07





UM SEGUNDO FÓSFORO ( um experimento )



segunda
engula a inteira moça faz de conta que há em mim tambem tais espelhos

se trincar algum jato no espaço
um laço de corda apertar
uma folha prata de bombom estilar sorriso

deixa moça estar e abre o jogo as pernas equilibra as sombras sobre
os tacos do chão do quarto pisos azulejos esses seus lindos olhos moça castanhos,
a quarta paisagem sugerida, suja de mostarda a fronha limpa limpa essa boca na minha
pra fazer suburbio em flor imaginaria e ardida
o que brilha até o pescoço e saliva

as quintas moça pássaros cor cerveja e microfonias a pilha e
resto de barro bar nesse seu tênis branco que eleva estrelas em par para tudo iluminar iluminar

cesta sem feira sem fruta vermelha sem caldo sem enlace de abraço de tia
revista as árvores sem luas geladas quebrando vidraças incluidas nessa nossa musica
e
a rua aberta interessa se

sabe moça é só mais um dia de dar direito as mãos entrelaçadas nesse fuso
esquece o isopor das horas passa o creme nas cochas pra hidratar nosso amor
no mormaço do depois do café com leite suspensos são todos beijos dentes nos dentes
avontade as gotas brancas sobre os pelos negros

domina luz sem olhos das tardes que vagam sem precisar trilhar nenhum
passo poços poças encruzilhadas onde a de se esperar
risca os fósforos novos a iluminar iluminar qualquer nosso novo lugar

se há



fao/07



posted by FAO CARREIRA 12:51 PM

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Segunda-feira, Outubro 29, 2007

 

arabescos - fao/07 -
pra Dri, com amor





ARABESCOS

Pensamentos


Procurando mensagem no fundo do copo plástico de café, bobeira
minha, café cuado não deixa respostas, mensagens
segredos , ensejos de pó molhado, letra barro ao fundo...

espera

sim
existe uma pinta ali que escapou
sabe se lá como do filtro
uma pinta negra terra é a pinta do
desenho que voce mais gostou, que se soltou
do centro do seu pé direito...

da mulher que espera, sempre espera.
e
é porque ela tá se desprendendo
e
eu pensei em voce com amor
o dia

Inteiro



Fao/07





posted by FAO CARREIRA 11:43 PM

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Sábado, Setembro 29, 2007

 

o cometa e o lírio - fao/07



INTACTAS


E uma sarda aqui outra ali

Desisti do ressentimento e da pena, amiúde

O lírio do útero
exasperado

Cavoca o ar princesa russa
Abre a sereia ao meio onde a
Penugem principia
O umbigo

Ziper

E exalta exala
Quaisquer desses macios lábios

O rabo do cometa é gelo

Filha

A inveja é um vampiro com fome

Filtros
São valores

As febres
insuspeitas

e uma sarda ali outra aqui

intactas


Fao/07




posted by FAO CARREIRA 12:10 AM

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Segunda-feira, Agosto 27, 2007

 

ela espera, sempre - fao/07


LONGA METRAGEM


Balzac e a mulher de trinta nos baixos
mira minha cama
de solteiro
e uma ressaca sem inferno

Alheia
sua passagem
de maneira cosmética

e sorrisos sem nenhum dos lívidos da estiagem

levemente rosada quisera

Mas as árvores estão todas maduras, musgo
contrastes negros
e seus olhinhos na mesma
mesmice

( revirando arbustos trotando minha posição )

Querela, termo da estação

e um beijo escapou escorregou pra camiseta

e respeito tudo
do fiapo de grama
a mãe suicida e egoísta

mas hoje as pessoas lindas apareceram depois das 3:00

e a solidão triste agora é um doce embrulhado pelo perdão
- nome muito comprido pra um motel

( os anjos esquálidos voam motos )

setas cegas
nuvem inflada

decanta

esvai


fao/07


posted by FAO CARREIRA 6:13 PM

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Segunda-feira, Agosto 13, 2007

 




AS VENTOSAS MENINAS E O PEIXE
Uma de cada lado da cabeça




fala fala
menina sem alças
fala
que raspa o ar sem valsa
alguma

e do sanguinho encolhido no topo do dedo
vampiriza

dedo na boquinha

o pescado, a feira multi forme

clorofila do ar

sina e cinza lâmpada
amarelecida

rabo espalhado salgado do mar

dedinho na botina

arruma as meias e se safa




fao/07



posted by FAO CARREIRA 7:21 PM

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Sexta-feira, Julho 27, 2007

 


a cama de Romeu e Julieta
Bispo do Rosário



OLHAR SEM NOITE


A tarde

No rádio Lô Borges sem cobertor e um bem-te-vi encara
E não me prova as azas

E a garota passa a mão na bunda do moço, abraçados são dois namorados

A terra inda molhada, a chuva de ontem – trouxe um pouco de você

Há beleza em todo erro
e desvio
mesmo no nunca

- coloca a saia que até ontem inda era flor, do algodão.

Distraída ao meu amor.

Tímida na vigília
Contraída a sua bonita e simples preguiça ao redor
de me ver

- o que exala de um céu, de um chão.

Como se fosse auxilio, baseado na estimativa de ser sempre e
a infinito
a indiferença e a atenção

Até os segundos desse tempo, ao desapego dessa luz

cobrir com problemas um sol

mesmo que fosse tão natural

a queda livre do que nubla e oscila em sal
um pano de prato
uma paz aquecida
ou um simples beijo no rosto

vá lá que há rasura
medida ínfima da distancia reaquecida

ou que há
olhar novo
um jeito assim sem ser deposto

no que vivencia a tarde
a manhã, o gesto
todo

fao/07




posted by FAO CARREIRA 9:26 PM

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Sábado, Julho 21, 2007

 

fragmento - fao/07


VOZ VERTICAL


e
o edredon da cama floresce

nem que seja pra brigar
e murcha e floresce e goza

abriga

meu café da manhã
pêra e conhaque

ainda que

beijo sem gloss e sinto seus dedos

e sou feliz

espirito sereno e ligeiro

o dia inteiro


fao/07


posted by FAO CARREIRA 8:47 PM

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Quarta-feira, Julho 11, 2007

 


auto-retrato - fao/07



Olor - título provisório


Garrei a gripe dos seus olhos
Que se pintaram vindo de outros tempos
Pra conquistar

Depois lavá-los e filtrar

Qualquer castanho sem oração

o ouro dos gestos
e passear no etéreo

Alguém que lambe os seus rosas cor de rosas claras
e lábios com a febre dos desesperados

agora
atrás das tintas da parede

eu vi


fao/07



posted by FAO CARREIRA 12:42 PM

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Quarta-feira, Julho 04, 2007

 

escrever é apagar a última brasa

a bituca, o que seja

o nada




fao/07


posted by FAO CARREIRA 1:16 AM

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Segunda-feira, Julho 02, 2007

 
EM MANUTENÇÃO ESPIRITUAL
posted by FAO CARREIRA 10:15 AM

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