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Quinta-feira, Abril 19, 2012

 

o caráter de Elisa - Fao/09




olor



...cardinales, cardiais, mosquitos azuis, sais de fruta, orquídeas , furta a cor,
das calhas úmidas

floresta toda nuvem no quintal.

nem é o nozinho no seu queixo, nem é a gotinha miúda que cintila do desleixo
seca a camisa ainda aberta ainda branca, há todo vapor, canários, canalhas, navalhas,

invisível só se for
até o sol se opor...





olor




Fao/12



posted by FAO CARREIRA 8:07 PM

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Quarta-feira, Fevereiro 29, 2012

 

fao/12


Devora - II



O gás voltou no andar, o vácuo da guitarra elétrica no ar e centelhas de pó luminoso pela janela.

Uma flor pendurada esmerilha.

Na sua blusa usada, abusa da boa vontade e da verdade tardia, sempre tardia,
mensurado o quadro do touro negro na casa branca de Edilia.

Quase panças, quase estribos, quase alianças engorduradas, quase um diamante o carvão na virilha.
E ficar horas olhando um quadro ali a se resolver, nas visceras, o novelo novo cinzento sobre os ombros.

- é por dentro que se faz, até explodir em orgãos, ossos, sentimentos, e implodir em verdade, hoje entendo
ele dizendo que é preciso matar o quadro, feito um touro, hoje entendo o desejo de resolver de forma
simbolica, o que não se tem de fato, pois irreal e virtual no mundo é o que se pensa.

um quadro se faz orgãnico ao incluir seu cotidiano.

Ce inchado.

Vermelha e branca Edilia.




Jamais.amais.


Fao/12



posted by FAO CARREIRA 11:04 AM

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Sexta-feira, Dezembro 23, 2011

 

dos passaros - fao/2011



meus olhos baixos, paul, son, meu hálito de alcool, meu desejo, e a estrela que não sobrou, de isopor.
Pra repor o seu, sobressalente, semblante esperto.

Meu desespero lento, tão lento , bolinhas de artefato, minha voz embargada.
Sangue rasgando por dentro, um amor carnivoro, um cilio caiu, um busto quase puro...

lascivo era o amor.




fao/11



posted by FAO CARREIRA 8:24 PM

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Sexta-feira, Novembro 25, 2011

 

celeste - fao/11



Devora


conversas com seus botões da blusa geralmente displicente mentes
azuis tão claros que me lembram das águas de santa bárbara abrindo aos
borbotões os ciscos negros de carvão da queimada no ar que se desvela
cisnes ao alento da aparência dos seios claros rosados que me lembram
nossas conversas.

Amenas

Sublimes



fao/11



posted by FAO CARREIRA 9:47 PM

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Segunda-feira, Setembro 05, 2011

 

fao/08



A fábrica de acúçar


A grama que morre aos seus pés
Ou a sombra quase pálida das árvores e o solar
silenciando a cor das tintas ao amanhecer,
e onde mais vai pisar...

....esmiuço um buço e volto atrás a desenhar um santo moido,
pelas idéias,
orquideas, cachalotes

quisera...

-

Se eu te dei as mãos em explicação
foi interesse em conhecer, destruir a constelação do talvez

E abdicar
da estética da fome

os cotovelos e as costelas acesas

-

os cegos do nordeste, o novelo cinzento sobre os ombros, os cegos do sul,
o meio o centro oeste, ouvem a marcha lenta dos tempos sem azuis, lestes e
mágoas, ácido nas asas
das xicaras bordadas em sua anágua.

-

Vermelhos incedem gastos
Deixe as pedras nos sapatos

billie hollyday, só uma noite...bastaria? sou só um cara que pinta quadros...
e
meu último cigarro foi antes da meia noite, aquele dia.

-

Tornados

Do que se assemelha seu quadril
e febril

era pintá-lo

álamos
seu tornozelo

de gesso



fao/11



posted by FAO CARREIRA 10:53 PM

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Terça-feira, Junho 28, 2011

 

fao/11 - virgin woolf sister moon



SONORA

A flor presa implora
Semêm, jardim

A alegoria dos fartos
Cascos terra emblemas alumínios
Espellhos diletantes, ao menos
figos inteiros na seca estante

- ando desconfiado da essência tardia, que deixa
lastro de agônia e cheiro – ele disse.

Onde estão as estrelas, senão atraz do céu da sua orelha?
esquerda.

E a chuva caiu deselegante.
Sonora

- estou indo, embora, mas ele sempre volta , a delicadeza é
um extremo suave do medo, é a mitica do esquecimento – ela pensou.

- Nada contra as fronhas limpas, vermelhas,
o azul confortavel dos travesseiros, seu peito, se é na renda bordada
do meu próprio pensamento que eu me deito.

O resto dos outros sempre foi meu. – alguem pensou. – alguem disse.



fao/11





posted by FAO CARREIRA 9:42 PM

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Quinta-feira, Abril 21, 2011

 

fao/11



Dois cantos canteiros


Cansei de galanteios
estaleiros sem sal, vulgares

São sempre longos e largos
os prazeres

- La belle...

Da múltipla poeira que paira sob o ar entorno da janela aberta

A saudade é só estética da solidão
relíquias

As tias e as distancias e as usuras do tempo
Sem lastro

De vontade, alguma é sonho

Eu sempre quis escrever, céu, num canto parede
de quarto
tão claro
moça antiga

Úmido relato

A quem se encarregue de verdades
os frutos vermelhos insensatos
as línguas brincantes

Os dois em um universo sem senão

O hálito amanhecido dos amantes

Se faz


Fao/11




posted by FAO CARREIRA 2:41 PM

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Domingo, Março 13, 2011

 

Silente - fao/11



COMÉDIAS CONSTANTES E ERROS



As unhas sujas
Os olhos altos, o gesto do linho
escreve na orelha, flecha esse ardor

a decisão das nuvens se desintegrando imperfeitas
Pernas pra que te quero, eu te quero, tão bem

De repente um vazio, navio
uma multidão pelos olhos

Narcisa e copos e copos e copos
de cerveja
e chuva fina magnólia

pra entrar nas olheiras, carregar
acendendo as fronhas

as meninas
quantos pares silentos

em que você pensa quando faz amor?

Caminho circundado de mera vida
Rural, ais
naquim e lilás
Vitima de uma pele sem rugas
ruiva e rosa
As botinas pardas
febre do instante

e uma fatia do peito do cisne
entre os dentes



Fao/11



posted by FAO CARREIRA 11:53 PM

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Sábado, Janeiro 29, 2011

 

fao/11





as minhas viúvas não falam o que pensam


sabe se lá que cor me dão
no vasto


- as mães gozam o universo

e eu ando engolindo tintas

que algum deus me
valha

do veneno




Fao/11


posted by FAO CARREIRA 1:32 AM

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Terça-feira, Janeiro 25, 2011

 

do canteiro - fao/11




CANTEIROS


- o que projetaste em confiança,
mesmo que sem o acaso fosse tão possível
ou que o talvez trabalhasse com a distancia,
ao apontar no mapa o dedo, em intenção a
minha própria lança -

-

Um cigarro antes

sem estragos



Fao/11







posted by FAO CARREIRA 10:54 PM

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Quarta-feira, Novembro 24, 2010

 

fao/10



ASTERISCOS


Pisei tantos nesses,
jornais, tropecei, corri, vasculhei noticias tardias
só pra saber que já passou o dia.


Você não pode colocar os dedos na tomada, amor.


Que seja assim, risco de corda de violão, espada jogada no chão
e um beijo atrás da cortina, que imita o branco céu, e eleva hastes
de um vento bom, e voamos, vamos vamos...

pra você eu dou o gesto mais bonito, sem escolher
nem premeditar
deve ser saudade trabalhando por dentro uma nova maneira
de te encontrar


Recolhendo cores
Oferecendo outro beijo, minha cama de solteiro


O destino é tão servil, e usamos dele tão errado, ás vezes

somos os mesmos

não quero te esquecer, quero pensar milhares de vezes você,
feito uma palavra, até perder sentido ou virar uma verdade


tudo cheira, tudo fede
do mais delicioso dos perfumes

ternura, decência, carinho, afeto, amoras, centavos, bolsos,
lâmpadas, biscoitos, afoitos, beijos, azuis, querubins, argilas,
sentinelas, prazer, botina, sangue, folhas, algodões, asteriscos,
cometas, nuvens rarefeitas...


o leão só come quando tem fome

o sol só devora onde não há sombra...




fao/10



posted by FAO CARREIRA 12:44 PM

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Quarta-feira, Setembro 29, 2010

 

Fao/10



VESTES



Complacente é o olhar

nuance de dor se vê até no escuro

Piedade é pra quem precisa da bondade, alheia
pra se sobressair


Existe o gasto e o polido e as coisas que não se bastam
onde a beleza é fugaz no momento que se faz

Dedos, dildos, dálias

Queimando mentirinhas com bitucas
aliviando com a ponta da língua


E saber que a alma é mais importante que o corpo
e o corpo mais que as suas vestes



Fao/10





posted by FAO CARREIRA 3:19 PM

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Terça-feira, Agosto 17, 2010

 

fao/10



Carta a Esther que não veio


porque foi no improviso
que se faz agora a lembrança
agora quase gasta
dos seus lábios mordidos

eu que elevara do sublime gosto seu
a língua ao úmido umbigo
e que eu tinha ouvido na ponta do seu mamilo, o coração

sem bastar felicidades amenas
entre o capim nascido na calçada e o gesto da mão
partindo sem jeito de São Manuel

como se a solução fosse
eternizar um feio adeus

seu


fao/10




posted by FAO CARREIRA 12:28 PM

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posted by FAO CARREIRA 12:18 PM

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Segunda-feira, Agosto 02, 2010

 

Reminiscência – Fao/10




COMO ESTÁ



Pardas são as penas
Voláteis

Latitudes são as nuvens
desperdiçadas de manhã

cines, dragões, flores entre suas pernas

reminiscência é passado equidistante
e pronto

flor do limbo, vinda

tiro de estrela dói, mas ilumina

e finda



Fao/10




posted by FAO CARREIRA 11:23 PM

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Sábado, Julho 17, 2010

 

fao/10



meus olhos ardem da tinta que usei, envenenado com as suas,
as pessoas vem em vão e vão,
e a saudade só nasce depois do adeus

que a noite devora o dia
volutas na noite,dobras de esquinas
vasculhando sombras

que o sutil da nuvem se rebela castanha na tempestade,
que o beijo antes desejado celebre em outros lábios, a vida.

sabendo das cores que só nascem no escuro.
eu procuraria a cor escondida dos seus dedos
ou a saliva que só se faz cor na luz
e ainda assim é afeita a luz, céu da boca

e ver vermelhos a lapela avulsa
eu amante escondido sem mesuras, você musa nua deitada
sendo pintada de algum azul verde pele céu invulgar


fao/10


posted by FAO CARREIRA 7:56 PM

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Sexta-feira, Junho 11, 2010

 

vestigio - fao/10



Vestigio


minha irresponsabilidade tem seu peso e minha medida
não me ausento.

onde o fio da meada deixa o medo entre linhas, e meu cansaço é meu menor auxilio,
sigo.

Esse horizonte castigado é meu passo e invulgar é meu destino
se minha sensibilidade passa por essa outra orla ponte calçada porta aberta cama.


Curitiba é fria e perfeita, seus verdes e brancos entorpecem como o vinho, a arte lateja mansinha,
e ainda sim me sinto tão só.

num corpo de hortelã, a boca cortada de alguma cor submissa, pressinto sua ausência,
e felino quero roçar o seu jeito lento, se o relento pede
o beijo a nuca

que dentro da minha perdição, esse vazio, meu gozo preencha

todo vestígio
e procura


fao/10



posted by FAO CARREIRA 9:04 PM

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Sexta-feira, Maio 21, 2010

 

esboço - a saia - fao/10



pés
vitais
Origem dos anjos

tensão de véu branco claro

lapidadas as lâmpadas
de mercúrio

Frieiras de um demônio sem prazer

Raspas da borracha que apagou seu olhar
límpido da lagoa

Medieval

meu pau


fao/10



posted by FAO CARREIRA 11:16 PM

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Segunda-feira, Abril 26, 2010

 

a moça rúiva - fao/10




PÚRPURA


Um amor num resto de canto
de quarto.
tapetes são pra voar

seu cachorro já lambe seus pés
mais doces

imaculados, seguem os dias nas sombras mais soltas

o frio vem debaixo da porta, esfriando alguns desejos
desperdiçados na xícara
de café

bucólica a cólica da moça

Um amor num resto de tempo
Aroma sem cais

como me leva a nuvem a cara

os verdes são pra ornar seu cabelo
púrpura

quando vai




fao/10


posted by FAO CARREIRA 1:54 PM

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Quarta-feira, Março 17, 2010

 





posted by FAO CARREIRA 11:59 AM

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Terça-feira, Fevereiro 23, 2010

 

fao/10





Das Anônimas


Polônias em sóis, tão claros

Prende seus cabelos em laços baços
de couro, ouro

A febre de algum vulcão

Tinta de algum dedo em vão

copo de leite, lilás água raz, acrílico e canivete

seus tornozelos sobre

a ventania parada aguda
deus ajuda

escolha deusa

muda




Fao/10






posted by FAO CARREIRA 8:45 PM

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Sábado, Janeiro 16, 2010

 



Botucatu me parece dourada, levemente amarela nesse final de tarde...mesmo com o ceu ainda azul...
poucas nuvens...o horario de verão incide,
venta leve.

deve ser o lugar onde moro, vejo os telhados feito escamas de barro, as casas, tudo tão longe.
eu deixo seguir os segundos...

pode ser as crianças do haiti, ou as crianças realmente pobres do brasil que me fazem sentir assim...

ou o amor que eu sinto por alguem que preferiu sorrir dizendo adeus. sem mais.
sem soma.

eu nao sei, mas que Botucatu esta levemente ventando e dourada e azul no final dessa tarde, esta.



fao/2010



posted by FAO CARREIRA 11:29 AM

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Quarta-feira, Dezembro 16, 2009

 

as luas - fao/09



Das unhas


Das unhas que ela corta, e não pinta
pra quando o amor chegar não rasgar nada

alguma paz, o que surgir com intuição e excelência

Que do fermento lento do amor

os olhos de bronze e sol,
ornam em azul a linha de qualquer sombra
dentro das minhas costelas

Trançando qualquer palavra

Que se faz presente a luz
mesmo a noturna se acaso
flor

o cheiro escondido no abraço
meu leite derramado
no seu dorso

envolta
eu vento


no mês das águas



fao/09




posted by FAO CARREIRA 10:36 PM

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Sábado, Outubro 24, 2009

 

pra esse corpo lasso que não sabe o voo - fao/09




TATUAGEM DE CHICLETS



Aproveito o horário de verão
a luz incide
e resiste a minha

O arco íris caiu direto no lixão

e o amargo dissolvera do amargo
e açúcar e o amor doce é doce de padaria
palavra decisa

mas sim sim distância
da árvore sem âncora do bar
entorno

tão delicada esteja

durmo encostado na parede gelada,
flâmulas, nada e pulmão
nem graça
e o sol nasce bonito, feito um novo rito

liga o interruptor
pra eliminar essa coisa rasa

essa coisa vasa

sorrateira feito um trovão



fao/09





posted by FAO CARREIRA 12:48 PM

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posted by FAO CARREIRA 12:38 PM

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Terça-feira, Outubro 06, 2009

 

traçando constelações - fao/09



SOLAR



Abre os poros
do seu corpo

e dessa mesa

afasta as estrelas pra passar

observa, tudo eleva

a trançar alado, até chegar ao fato

desabotoar sua blusa
entrar na cor que você usa

tocar
seu plexo

solar



fao/09







posted by FAO CARREIRA 4:12 PM

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Quinta-feira, Setembro 24, 2009

 

a prostituta - fao/96




AMOR NÃO SE PLANTA EM VASO



Dois dedos de esquina

Quimera era uma fruta fria
e o medo de mostrar a pele detalhe
da luz


os dentes sujos da tinta do vinho

O sexo em desalinho
como convêm

Sol com a luz do poste

Às vezes meus olhos ficam cheios
e sujos imundos
é quando vou pintar
desembaçador de pára-brisa


São seus dois brincos cor de tinta

Carimbo de mordida faz desenho
quase nada no que eu faço e

da saudade não se cobra o cento.



fao/09




posted by FAO CARREIRA 10:36 PM

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Quinta-feira, Setembro 10, 2009

 



OU NO PALÁCIO DOS INGÊNUOS



Iluminando um isto
Algum adjetivo perdido no seu jeito

Da draga dos olhos
Fazer por onde
Um cravo brando uma beirada sem canto
seu lento alento andar

Piegas até a última gota
o mínimo dos milímitros
retendo água e sorrisos do infinito
cansado de chegar

Um pouco
um pouquinho das estrelas
Suficientes pra encher sua bolsa de vaidades

Como se a noite fosse vaga
pras lágrimas estacionarem
uma a uma
Devagar


fao/09





posted by FAO CARREIRA 1:10 AM

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Terça-feira, Agosto 18, 2009

 

o voo - J.Torres & Fao/09





LÉGUAS



Ia, nem pra ver
meus olhos
nem em pulso seu

Debatendo

A verdade que medra água de poça
seus pés
sem chinelas
refresca

Porém, livre do chá das suas horas
mentiras de cor das juras em sombras
eu vou
e no canto do olho
que verdura
do seu peito modificado
claro

Sublimado santo grávido
de cisnes e esterco trotado
Deslumbrante feito um não
em meu pescoço cravado

Me impus no avesso
e pra ti
esse lado da rua que não brota

Coração de passarinho explodindo
a cercania do quintal do seu gosto

Invadindo seu rosto
suave



fao/09






posted by FAO CARREIRA 10:14 AM

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Segunda-feira, Agosto 03, 2009

 

Fao/09




LEVE CANÇÃO



se for chorar só quando
chove

se for sonhar só quando
dorme

se for me amar só quando
descobre

os olhos
das pálpebras


pombos na mangueira
a flor das laranjeiras

seu suéter cor do éter
e descalços no quintal

leve
seu nariz quilha perfeita
no ar



fao/09



posted by FAO CARREIRA 11:34 PM

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